
O Benfica assegurou o concurso do extremo-esquerdo do Atlético Madrid, José António Reyes, de 24 anos, por empréstimo do clube espanhol. Uma transferência facilitada ainda pela transferência de Simão para os colchoneros.
Na altura, ficou assente que os encarnados teriam possibilidade de negociar um jogador, além dos 20 milhões de euros que entraram nos cofres encarnados, e agora parece ter sido essa mais-valia posicional a possibilitar o acordo entre as partes.
O clube da Luz assegura, assim, o jogador para 2008/2009, mas em contrato fica também definida a opção de compra de parte ou da totalidade do passe, por valores financeiros significativos.
Reyes é um esquerdino de grande qualidade, portador de bom remate e técnica acima da média, que não está, no entanto, nos planos imediatos do treinador do Atlético Madrid, o mexicano Javier Aguirre. Por ser demasiado caro (aufere cerca de 2,6 milhões de euros por temporada) e ter um carácter que não lhe permite aceitar de ânimo leve ser segunda escolha, foi colocado na lista de transferíveis.
Muito provavelmente, os encarnados estarão a providenciar boa ajuda do clube de Madrid no pagamento dos ordenados de um jogador que já deixou Real Madrid e Arsenal loucos pela sua contratação.
O facto de o Atlético Madrid ainda não ter pago totalmente a transferência de Simão Sabrosa poderá ter influência decisiva no valor a pagar mensalmente a Reyes. Os colchoneros devem assumir larga fatia do bolo salarial do atleta, única forma, aliás, de tornar possível a vinda de um jogador deste calibre para a Luz.

O internacional espanhol José Antonio Reyes deverá ser reforço do Benfica. O negócio com o Atlético de Madrid está praticamente acertado e o esquerdino, de 24 anos, é esperado na Luz já esta terça-feira para ser apresentado.
Com a contratação do antigo jogador do Arsenal – os colchoneros pagaram 12 milhões de euros aos londrinos há cerca de um ano -, Quique Flores contará com mais uma opção válida para o flanco esquerdo do ataque, para já desfalcado do argentino Di María, que está com a sua selecção nos Jogos Olímpicos.
Formado no Sevilha, Reyes transferiu-se para o Arsenal em 2004 numa operação que custou aos “gunners” mais de 25 milhões de euros. Depois, em 2006/07, o esquerdino esteve emprestado ao Real Madrid, antes de ser contratado pelo Atlético de Madrid.
O internacional espanhol nunca conseguiu brilhar ao mais alto nível nos “colchoneros” – o ex-benfiquista Simão acabou por ser um dos concorrentes na luta pela titularidade – e o Benfica aproveita agora as boas relações com o clube madrileno para oferecer mais uma “prenda” a Quique Flores.
Aliás, o clube da Luz tinha direito de preferência sobre jogadores do Atlético de Madrid que não entrem nas contas da formação espanhola, na sequência do acordo de transferência de Simão para os “colchoneros”.

Reyes irá ser hoje apresentado como jogador do Benfica, depois de as águias terem acertado, com o Atlético de Madrid, a cedência do internacional espanhol por uma temporada. Ontem, ninguém confirmou oficialmente o acordo, embora Enrique Cerezo, presidente dos “colchoneros”, tenha confirmado a existência de negociações e tenha referido que “ainda não está tudo acertado, mas muito em breve deverá ficar”.
O Benfica assegura este importante reforço – o nono da época – para a equipa de Quique Flores beneficiando de um acordo estabelecido aquando da transferência de Simão para o Atlético, que previa o direito de preferência das águias nas dispensas dos madrilenos.
Embora a equipa espanhola tenha investido 12 milhões na contratação de Reyes, o talentoso extremo canhoto nunca se impôs na equipa – onde competia com Simão por um lugar no onze – e acabou mesmo por se incompatibilizar com o treinador Javier Aguirre, que o colocou na lista de dispensas.
À beira de completar 25 anos, Reyes é um dos maiores talentos que o futebol espanhol produziu nos últimos anos, mas, apesar de se ter tornado uma estrela precoce, nunca conseguiu confirmar tudo o que dele se esperava. Sobretudo depois de ter trocado o Sevilha pelo Arsenal, clube onde foi capaz do melhor e do pior, tendo ficado marcado pela expulsão na final da Taça de Inglaterra (2005) diante do Manchester United.
Foi o Real Madrid que lhe proporcionou o regresso a Espanha, mas também nunca conseguiu ser uma opção regular de Fábio Capello. Ainda assim, teve um papel determinante na conquista do título em 2006/07. Na última jornada, foi o herói ao saltar do banco para fazer dois golos, na vitória por 3-1 sobre o Maiorca, que valeram a vitória no campeonato.
Na Luz, sob o comando do compatriota Quique Flores, irá procurar relançar a carreira e jogar ao nível que o tornou mundialmente famoso.