1.ª JORNADA


FC Porto-Belenenses, 2-0
(Mariano 15′ e Hulk 83′)

V. Guimarães-V.Setúbal, 1-1
(Douglas 45′+1; Elias 82′)

P. Ferreira-Sp. Braga, 0-2
(Meyong 47′, Paulo César 85′)

Sporting-Trofense, 3-1
(Tonel 4′, Izmailov 24′, Yannick 28′; Pinheiro 60′ g.p.)

E. Amadora-Académica, 1-0
(Celsinho 57′)

Naval-Marítimo, 1-0
(Marinho 3′)

Leixões-Nacional, 1-3
(Wesley, 17′; Bruno Amaro 38′ e 62′, Edson 64′)

Rio Ave-Benfica, 1-1
(Semedo 55′; Nuno Gomes 56′)

Classificação

Total Casa Fora
Pos. Equipas P J V E D G DIF V E D G V E D G
1 Sporting 3 1 1 0 0 3 – 1 2 1 0 0 3 – 1 0 0 0 0 – 0
2 Nacional 3 1 1 0 0 3 – 1 2 0 0 0 0 – 0 1 0 0 3 – 1
3 Sp. Braga 3 1 1 0 0 2 – 0 2 0 0 0 0 – 0 1 0 0 2 – 0
4 FC Porto 3 1 1 0 0 2 – 0 2 1 0 0 2 – 0 0 0 0 0 – 0
5 Naval 3 1 1 0 0 1 – 0 1 1 0 0 1 – 0 0 0 0 0 – 0
6 E. Amadora 3 1 1 0 0 1 – 0 1 1 0 0 1 – 0 0 0 0 0 – 0
7 V. Guimarães 1 1 0 1 0 1 – 1 0 0 1 0 1 – 1 0 0 0 0 – 0
8 Benfica 1 1 0 1 0 1 – 1 0 0 0 0 0 – 0 0 1 0 1 – 1
9 V. Setúbal 1 1 0 1 0 1 – 1 0 0 0 0 0 – 0 0 1 0 1 – 1
10 Rio Ave 1 1 0 1 0 1 – 1 0 0 1 0 1 – 1 0 0 0 0 – 0
11 Leixões 0 1 0 0 1 1 – 3 -2 0 0 1 1 – 3 0 0 0 0 – 0
12 Trofense 0 1 0 0 1 1 – 3 -2 0 0 0 0 – 0 0 0 1 1 – 3
13 Marítimo 0 1 0 0 1 0 – 1 -1 0 0 0 0 – 0 0 0 1 0 – 1
14 Académica 0 1 0 0 1 0 – 1 -1 0 0 0 0 – 0 0 0 1 0 – 1
15 Belenenses 0 1 0 0 1 0 – 2 -2 0 0 0 0 – 0 0 0 1 0 – 2
16 P. Ferreira 0 1 0 0 1 0 – 2 -2 0 0 1 0 – 2 0 0 0 0 – 0

Análise à Liga 08/09 – Trofense

Trofense – aprender a ser grande

A formação do Vale do Ave em estreia absoluta entre os maiores do futebol português. A aprender a ser grande, pela mão do empresário Rui Silva, presidente e Messias da colectividade nortenha. Com algum exagero, poder-se-á mesmo afirmar que o Trofense nunca poderia ter chegado tão alto não fosse a capacidade financeira conferida pelo dirigente, devidamente reforçada por alguns empresários da região.

Até há poucos anos, seria um absurdo alguém assumir que o Trofense teria condições para estar entre os maiores. Bastava conhecer o humilde campo de jogos da equipa, bem perto do centro da cidade. Aliás, mesmo depois da profunda remodelação de que está a ser alvo, o Estádio do Clube Desportivo Trofense continuará a ser um dos mais limitados do campeonato. Mas há vontade e a obra vai aparecendo. Nos tempos que correm, convenhamos, não é pouco.

Desportivamente falando, parece indiscutível a criteriosa formação do plantel às ordens de António Conceição, ele próprio um técnico com provas muito interessantes dadas nos últimos anos. No entanto, a pré-temporada esteve longe de ser fulgurante, apesar de alguns sinais positivos. Principalmente na coesão defensiva demonstrada. Em sete encontros de preparação, o Trofense conseguiu seis empates e apenas uma vitória.

Dos cinco golos marcados, três foram obtidos precisamente no triunfo em Gondomar. Este será, de resto, um pormenor a ser trabalhado por António Conceição que, à cautela, recebeu recentemente o goleador Zé Carlos, que tão bons sinais deixou no Marítimo e no Sp. Braga.

CONCLUSÃO
Paulo Lopes é um guarda-redes com um bom percurso sempre que treinado por António Conceição; Valdomiro e Milton do Ó conhecem bem o nosso campeonato e conferem agressividade e poder ao centro da defesa; Zamorano e Areias (ou Tiago Pinto) são laterais equilibrados, principalmente o esquerdino que já passou pelo F.C. Porto; Delfim, Mércio e Pinheiro têm muitos anos de primeira divisão nas pernas e serão o sustentáculo da fantasia destilada por Ricardo Nascimento, o dez da equipa; Zé Carlos e Lipatin têm condições para garantir golos, Hélder Barbosa, Edu Souza, Reguila e David Caiado possuem velocidade e dinamismo para actuar nas alas. O desenho do plantel promete estabilidade. Mas a prática, a competição, não se compadece com esboços teoricamente equilibrados.

MAIS
Licenciado na exigente escola de formação do Sp. Braga, António Conceição ameaça voltar a fazer uma grande temporada. Algo que, de resto, não é novidade para si. Depois de fazer um trabalho excelente na Figueira da Foz em 2003/04, subiu o Estrela da Amadora à primeira divisão e alcançou em 2005/06 um nono lugar. Após um trabalho difícil em Setúbal, chegou na temporada anterior à Trofa e fez história. A sua personalidade estável será, inevitavelmente, um ponto positivo na relação com este grupo de trabalho.

MENOS
Pese o investimento financeiro e as aparentemente acertadas opções desportivas, o Trofense será um dos principais candidatos à descida. Pelo menos durante as primeiras semanas do campeonato. Depois, estará nas mãos da própria equipa contrariar este vaticínio lógico. O Trofense começa logo com uma deslocação ao Estádio de Alvalade e do que fizer ou não contra o Sporting poderá sair já uma ideia daquilo que será capaz no imediato.

ESTRELA
Agora e sempre, Ricardo Nascimento. Um dos maiores talentos gerados pelo futebol português nos últimos 15 anos, um verdadeiro dez. A posição da excelência, da fantasia, da criatividade sem limites nem mordaças. Subtil no trato da bola, ardiloso na descoberta de caminhos proibidos e audaz no abraço à geometria no rectângulo de jogo. O que lhe terá faltado, então, para ter sido figura de proa num clube de grande dimensão? Talvez uma personalidade muito própria, talvez uma irreverência exagerada enquanto jovem, talvez opções estranhas em determinados momentos da carreira.

Fonte: Mais Futebol

Link: http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.php?id=983630

Análise à Liga 08/09 – Naval

Naval – subir mais um degrau na quarta época consecutiva

A cumprir a quarta época no escalão maior e com classificações sempre a subir (do 13º lugar na estreia ao último 11º posto), o segundo representante do Distrito de Coimbra na Liga não pede mais do que uma temporada nos moldes das anteriores, se possível com a ascensão de mais um degrau na tabela final. E, já agora, com a tranquilidade a chegar o mais cedo possível e uma ou outra graça nas Taças.

O orçamento, um dos mais baixos de todos, subiu ligeiramente, dos 2,5 milhões de euros para 2,7, praticamente uma actualização em termos de inflação e, por isso mesmo, os objectivos não poderiam ser diferentes.
O plantel registou muitos movimentos (11 contratações e 12 saídas) e conheceu uma particularidade: os quatro guarda-redes da última época abandonaram o clube, onde chegaram três de uma assentada, algo inédito pelo menos nos últimos anos. A concorrência aumentou e alguns jogadores basilares na temporada passada parecem partir em desvantagem, podendo mesmo perder espaço ao longo da época, casos de Gilmar, Saulo ou João Ribeiro.

O treinador mantém-se, assim como a filosofia de jogo, com uma tendência para fazer melhores resultados fora, fruto da aposta no ataque rápido e num bom aproveitamento das bolas paradas – um terço dos golos da última temporada nasceram de cantos, livres ou grandes penalidades. O onze mais forte deverá conhecer apenas mais quatro a cinco caras novas, com destaque para a continuidade da profícua dupla de centrais constituída por Paulão e Diego Ângelo, este último muito cobiçado no último defeso. Outros jogadores importantes estarão no ataque, nomeadamente Marinho, Marcelinho e o recém-chegado Bolívia.

Os resultados da pré-época podem ser considerados normais, com quatro vitórias, três empates e quatro derrotas, mas nos três encontros com equipas da Liga, os figueirenses perderam com o Rio Ave e o V. Setúbal e não foram além de uma igualdade com o E. Amadora.

CONCLUSÃO
Muitas caras novas, mas estrutura e filosofia idêntica. Se Ulisses Morais conseguir resolver os problemas nas laterais da sua defesa, terá certamente uma equipa competitiva para os objectivos a que se propõe: uma época tranquila, de consolidação entre os maiores do futebol português.

MENOS
As saídas de Mário Sérgio e China, embora compensadas com as contratações de Tiago Rannow e Daniel Cruz, deixaram a equipa mais frágil nas laterais. À partida, já se sabia que seria difícil encontrar substitutos à altura, dado o facto de terem vários anos de casa e estarem identificados com a Liga, pressupostos impossíveis de encontrar naqueles que vieram rendê-los. A aposta nos mercados brasileiro (14 jogadores falam com sotaque do outro lado do Atlântico) e francês acentuou-se, num plantel com apenas oito portugueses.

MAIS
Com a continuidade de grande parte dos jogadores da última época (apenas as saídas de Mário Sérgio, China e Delfim serão relevantes) e assegurados rapidamente os reforços para as posições mais carenciadas, parecia que os figueirenses iriam ficar-se apenas por uma meia-dúzia de contratações cirúrgicas. Mas não. A Naval acabou por ser uma das rainhas do mercado, com 11 aquisições. As soluções abundam, sobretudo no ataque, onde a concorrência promete ser renhida.

ESTRELA
Bolívia. É a contratação mais cara da história da Naval e dela se esperam golos, muitos golos. Edvaldo Rojas Hermoza, ou simplesmente Bolívia, alcunha que ganhou pelo facto de ter vivido entre os 2 e os 12 anos naquele país, gerou grande expectativa na Figueira. A ideia é que se torne em mais um daqueles artilheiros na linha de Nei e Marcelinho que, nas últimas duas épocas, conseguiram, respectivamente, 10 e 13 golos – um óptimo pecúlio para qualquer jogador de uma equipa com a dimensão da Naval. Possui a vantagem de poder jogar em qualquer posição na frente e já deu para perceber que será mais um levezinho a cabeça em água aos defesas.

Fonte: Mais Futebol

Link: http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.php?id=983274

Análise à Liga 08/09 – Guimarães

V.Guimarães – o mesmo perfil e uma frente a mais

O V. Guimarães parte para 2008/09 depois de um terceiro lugar na Liga, à frente do Benfica, e a qualificação histórica para a terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões. A fasquia está alta, a ambição também, mas o plantel não parece ter acompanhado a entrada em mais frentes do que o habitual. No limite, equilibraram-se as saídas. Parece curto.

Na defesa, saiu Geromel depois de uma época em cheio, entrou Gregory, um central experiente que não teve sorte na Madeira. Luís Filipe voltou ao Minho depois de uma primeira passagem por Braga e ainda surdo com os assobios que ouviu na Luz. Regressa preparado para voltar a provar valor e talvez ser utilizado de novo na sua posição de origem, na frente do flanco, já que já não lá mora Alan.

O extremo terá sido a «vingança» portista pela associação vimaranense ao Benfica na UEFA e no TAS em nome da exclusão dos homens de Jesualdo na Liga dos Campeões. Alan regressou à base e voltou depois ao Minho, mas para os rivais do Sp. Braga. Foi no ataque que houve a maior sangria, com a perda ainda dos outros dois do trio da frente: Mrdakovic e Ghilas. Chegaram Douglas (ex-América), Jean Coral (ex-Criciúma) e Nuno Assis (ex-Benfica). Ao meio-campo, sem saídas importantes, foram acrescentados Wénio (ex-Marítimo) e Paulo Henrique (ex-Malucelli).

O V. Guimarães mantém o seu perfil de equipa sem grandes estrelas e de jogadores virados para o conjunto, sem excessos de individualismo. O reforço da equipa foi feito nesse sentido.

CONCLUSÃO

O plantel parece equilibrado em relação ao ano passado. Para suprir algumas saídas importantes, os vimaranenses apostaram no mercado brasileiro e no ingresso de alguns futebolistas experientes. A necessidade de reconstruir todo um sector, o de ataque, e o desgaste provocado pela entrada em cena para uma pré-eliminatória da Champions, são dois factores que terão de ser geridos com cuidado por Cajuda pelas consequências que podem ter na estabilização da equipa. É importante pensar esta época de forma isolada, esquecendo o que de tão bom foi feito na anterior.

MAIS

É um clube com identidade e significa, quase sempre, uma imensa maré de adeptos. Em casa ou fora, a verdade é que os minhotos não se podem queixar nunca de falta de apoio nas bancadas. Além disso, há Manuel Cajuda, que além de ter percebido bem cedo e ao seu jeito que estava num lugar especial, aproveitando-o bem, tem também a experiência necessária para se sentar ao leme e levar a nau a bom porto, mesmo quando o tempo ameaça borrasca. O regresso de Nuno Assis, um jogador que se destacou precisamente na cidade-berço, não deixa ainda de fazer sentido, numa equipa sem individualidades e privilegia o jogo colectivo.

MENOS

A saída de jogadores importantes como Geromel, Ghilas, Alan e Mrdakovic, apesar de, na teoria, devidamente colmatadas, coloca em risco a entrada em velocidade de cruzeiro de uma equipa que sempre se mostrou muito homogénea durante a última temporada. Além disso, a divisão de atenções entre três competições, uma delas tão entusiasmante, exigente e lucrativa como a Liga dos Campeões, se os minhotos lá chegarem, poderá ter um preço demasiado alto para uma equipa com recursos menos vastos ¿ sobretudo humanos ¿ do que qualquer um dos três «grandes». O passado recente tem trazido exemplos de que o investimento para quem não está preparado para o fazer, e são poucos os que em Portugal o estão, compensa muitas poucas vezes.

ESTRELA

Desmarets, até ver. Lateral-esquerdo, médio interior ou extremo, é um dos responsáveis pelo equilíbrio do conjunto. Não sai em drible, privilegia os passes curtos em detrimentos dos longos e as desmarcações certas em vez das correrias sem sentido. Não vira a cara à defesa, mas raramente recorre à falta. Numa equipa sem alguém que se destaque muito dos outros, é normal que a escolha recaia num jogador de equipa. É o caso do francês. Quanto a Assis, é preciso esperar para ver como chega a Guimarães.

Fonte: Mais Futebol

Link: http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.php?id=983633

Análise à Liga 08/09 – P.Ferreira

P.Ferreira – em rotura com o passado recente

A pressão alta e constante era uma marca indelével no futebol do Paços de Ferreira durante a longa era de José Mota. Pressão, combatividade e exploração absoluta dos extremos. Mas o técnico já não mora na Capital do Móvel. No seu lugar, está agora Paulo Sérgio, um elemento da chamada nova geração.

Este corte com a raiz do passado não é inocente. O presidente Fernando Sequeira terá entendido que a «fórmula Mota» se esgotou em torno de si mesmo e o 15º lugar na última edição da Liga fez soar o alarme. Valeu ao Paços, em última análise, a despromoção administrativa do Boavista.

Na 11ª participação da sua história na liga máxima do nosso futebol, o Paços parece também inclinado a apostar numa roupagem diferente do usado e abusado 4×3x3. Paulo Sérgio tem apostado quase sempre no 4×4x2 (com variações) ao longo dos ensaios da pré-temporada, sinal evidente (mais um), da metamorfose dos «castores».

Na equipa do Capital do Móvel tudo é praticamente novidade. À excepção, curiosamente, de grande parte dos jogadores. De facto, apesar de uma nova filosofia transversal, Paulo Sérgio conta com cerca de 60% dos homens que já estavam às ordens de José Mota.

Nos reforços, sinal mais para o sucessor de Peçanha na guarda das redes. Chama-se Cássio, representou durante quatro anos o Vasco da Gama carioca e terá Bruno Conceição (ex-Varzim) como principal obstáculo à titularidade. Dos restantes, China (ex-Madureira) parece ter condições para ser o dono do lado direito da defesa, enquanto Rui Miguel (ex-Zaglebie Lubin), Filipe Gonçalves (ex-V. Setúbal) e Josa (ex-Santa Clara) aguçam a curiosidade sobre a identidade do novel meio-campo.

Na frente, mantêm-se Cristiano, Edson e William Arthur. Leandro Tatu e Jorginho são as caras novas do sector.

CONCLUSÃO
As gentes de Paços de Ferreira – barulhentas, aguerridas, conservadoras ¿ têm de lidar com a nova abordagem competitiva do clube local. O espírito empírico, muitas vezes simplista e rudimentar, dos tempos do filho da casa (José Mota) acabou. Paulo Sérgio, que enquanto atleta representou os pacenses, mostrou no Olhanense, Santa Clara e Beira-Mar estar mais voltado para outros aforismos. Legítimos, naturalmente. Com isto, resta saber a reacção de todos os que enquadram a formação da Mata Real na Liga. Estará o nobre povo da cidade nortenha preparado para esta revolução?

MAIS
Mudam-se os tempos, mantêm-se as vontades. Pedro, Coelho, Paulo Sousa, Tiago Valente e Pedrinha encarregar-se-ão disso. Cinco homens conhecedores do espírito que se vive em Paços de Ferreira, cinco fiéis seguidores da doutrina lançada ao longo das últimas décadas no Estádio da Mata Real. Neste estádio, a máxima mais vale quebrar do que torcer assume papel incontornável. Seja qual for a táctica escolhida pelo treinador.

MENOS
Olhando para os homens que integram o lote de atacantes, é fácil constatar a falta de opções. Pelo menos, se quisermos sublinhar alternativas fortes aos previsíveis titulares. William Arthur, descoberto por José Mota no Brasil ainda na época passada, garante golos, mas é o único homem com características de puro ponta-de-lança. Este é, presumivelmente, o ponto mais fraco de uma equipa equilibrada nos restantes sectores.

ESTRELA
Perdoem-nos o cliché: no Paços de Ferreira, uma vez mais, parece ser a consistência colectiva (principalmente nos jogos em casa) a real estrela da companhia. Ainda assim, a ter de destacar um nome, a opção recai em William Arthur. Pelo que fez na última meia temporada e, principalmente, pelo muito que deixou para fazer na nova época. William já mostrou ser fortíssimo na área adversária, nomeadamente a jogar de cabeça, e pode muito bem alcançar uma marca interessante no número de golos apontados.

Fonte: Mais Futebol

Link: http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.php?id=983275

Análise à Liga 08/09 – Braga

Braga – plantel muito forte, sobretudo na frente

Mais um defeso de mudanças, com treinador novo e contratações para todos os sectores. O meio-campo parece aquele em que menos se mexeu, o ataque ficou, aparentemente, bem mais forte. A baliza mudou de dono, com o regresso de Eduardo; a defesa foi retocada, há cinco caras novas. Depois de épocas sucessivas a procurar um rumo para o sucesso, chegou-se àquele que poderá ser o grupo mais forte dos últimos anos. Desta vez, parece que a política desportiva acompanhou a ambição, o que se traduz num bom trabalho de Carlos Freitas, a quem os resultados poderão fazer justiça.

Poderá ter sido no banco a principal conquista do Sporting de Braga esta época. Depois de bons trabalhos em Leiria e no Restelo, poucos poderão negar a Jorge Jesus a capacidade de alcançar os objectivos que lhe propuseram no Minho. Consegue exigir aplicação em treinos e jogos, prepara bem estratégias e é ambicioso. A sua maior dificuldade, a expressão e a imagem, foi tornando-se menos expansiva, mas mais contida e segura, ajudando-o inegavelmente a reunir todos em redor de si.

O regresso de Eduardo, que brilhou muito no Bonfim, trará à defesa a segurança que Dani Mallo, Pawel Kieszek e um Paulo Santos em final de carreira não deram. Mossoró, Alan, Paulo César, Meyong e Rentería acrescentam velocidade e mobilidade a um ataque matreiro, já composto por homens como Wender e Matheus. Depois dos três «grandes», alguém terá tanta qualidade à frente das balizas adversárias?

Ao contrário do que poderá acontecer no vizinho V. Guimarães na Liga dos Campeões, a Taça UEFA, apesar de às vezes poder ser um factor de distracção no percurso das equipas, não deverá fazer grande mossa num grupo com tantas soluções.

CONCLUSÃO
É um dos plantéis mais equilibrados da Liga e está entre os melhores no que à qualidade diz respeito. Muito homogéneo e com um líder capaz de extrair boas épocas dos homens que tem às suas ordens, o Sporting de Braga pode voltar a aspirar a um lugar entre os melhores do campeonato, depois de algumas performances irregulares. Reforçou-se bem, tem juventude e experiência, várias opções para o mesmo lugar, capacidade de explosão e alguns jogadores para fazer a diferença. Tudo somado, é um forte candidato aos primeiros lugares. Pelo menos, em teoria.

MAIS
A quantidade de soluções no ataque: Mossoró, Jorginho, Alan, Wender, Matheus, Linz, Paulo César, Meyong e Rentería. Jesus terá muitas dores de cabeça para escolher a equipa do meio-campo para a frente, mas serão certamente os adversários os mais preocupados. A própria contratação do treinador, depois de várias épocas de sucesso e de ter apostado na melhoria da sua imagem, no banco e nas flash interviews, foi encarada como se de um futebolista se tratasse, tal o papel que lhe atribuem na formação de uma equipa competitiva. Fez estabilizar a ambição no topo, depois de algumas épocas menos consecutivas, sobretudo desde a saída de Jesualdo.

MENOS
Forte remodelação na defesa, um sector muito sensível. Apesar da qualidade trazida por Eduardo, Filipe Oliveira, Moisés e Evaldo terá de ser encontrado um compromisso em nome da estabilidade. Jorge Jesus tem matéria-prima para trabalhar e a campanha regular na pré-temporada parece mostrar que estão no bom caminho. Mas mais 12 entradas depois de tantas outras nos defesos anteriores exigem que a consolidação do projecto esteja para muito breve.

ESTRELA
Matheus, pelo potencial. Linz, pelos golos. Eduardo, pela segurança. É difícil escolher, mas o brasileiro, depois do que mostrou na primeira metade da última temporada, está entre os melhores jogadores da liga portuguesa. Em Braga ainda não encontrou o caminho certo para o sucesso, mas terá certamente oportunidades no início da Liga para ganhar de vez o destaque que há muito ameaça alcançar. Jorge Jesus não costuma errar na avaliação do valor dos seus futebolistas e, se assim for mais uma vez, resta-lhe dizer presente.

Fonte: Mais Futebol

Link: http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.php?id=983279

Análise à Liga 08/09 – Sporting

Sporting – finalmente, está lá tudo

O slogan desta temporada diz quase tudo: o Sporting quer ser campeão. Podia ser apenas uma coisa que se afirma por soar bem, mas não. Depois de épocas a explicar aos adeptos que ser segundo era o máximo que a equipa podia alcançar, dirigentes e treinador perceberam que o tempo de começar uma época a pensar no futuro distante terminou.

De facto, é de fim de ciclo que se trata. O Sporting viveu nas últimas épocas tempos complicados. Com menos dinheiro do que os rivais, mas com uma escola melhor, andou no segundo e terceiro mercados internacionais e aproveitou para lançar à água diversos produtos da Academia.

Sucede que o tempo passou e os miúdos que ficaram são hoje jogadores razoavelmente adultos. Os mais velhos mantiveram-se (Polga, Liedson, Derlei), as boas contratações da época anterior não saíram (Vukcevic, Izmailov, até Grimi) e, como se não bastasse, o Sporting foi comprar qualidade experiente (Rochemback, Caneira e até Postiga).

Tudo isto com uma direcção sólida, condições de trabalho e um treinador que goza de uma estabilidade invejável e conhece todo o grupo.

Assim de repente, o Sporting parece reunir as condições necessárias para chegar ao fim em primeiro. Fartura de soluções na defesa (Caneira faz bem três posições), médios fortes, experientes e versáteis, bons avançados na frente. Tudo isto com um sistema testado e oleado ao longo de duas temporadas.

Sem a desculpa de estar a plantar para o futuro, o Sporting só não terá tempo. Um mau início de temporada poderia precipitar perguntas difíceis. Pelo contrário, um arranque em grande permitiria confirmar que a aposta foi certa e empurrar a equipa. Seja como for, um ciclo terminará em Maio. Se tudo sair errado, o clube será obrigado a repensar muita coisa. Uma vitória significará que está encontrada uma base que poderá devolver o Sporting ao estatuto de equipa que realmente é capaz de ser campeã diversos anos consecutivos. Ou pelo menos lutar até ao último suspiro com os melhores.

CONCLUSÃO
Se vir um adepto do Sporting esfregar as mãos e gritar «este ano é que é» espere um pouco antes de desconfiar. Pode muito bem acontecer que seja mesmo. Está lá tudo, até o regresso da verdadeira pressão de ganhar.

MAIS
O regresso de Rochemback e Caneira. Ambos trazem liderança, no campo e no balneário, ajudando a atenuar o perfil de «equipa de miúdos» que se colou ao Sporting nos últimos anos. De resto, essa ideia é hoje em dia falsa. Um «onze» com Abel, Polga, Tonel, Caneira, Rochemback, Liedson e Derlei, por exemplo, poderá queixar-se de tudo menos de falta de maturidade. Depois, são dois jogadores que na realidade podem fazer diversas posições, de uma utilidade extrema.

MENOS
O Sporting é uma equipa, um sistema. Não há alternativa ao losango. No futebol a rotina é um bem quando funciona, um problema delicado quando o adversário conhece tudo. Paulo Bento tem sido de uma fidelidade leonina às suas ideias, refinado a máquina e procurando jogadores que sirvam aquele 4-4-2. Mais uma vez, o plantel não possui extremos, nem avançados fortes que recebam cruzamentos. Em alguns momentos no campeonato, e quase sempre na Europa, poderá ser necessário um plano «b». Existe? Outro ponto fraco: a baliza. Rui Patrício convenceu o treinador há muito tempo, mas a relação com a defesa ainda está distante do desejável. Os «leões» não podem perder pontos devido a erros do guarda-redes, como na época passada. Outra dúvida: Miguel Veloso quer mesmo ter um papel este ano?

ESTRELA
O Sporting resolveu cedo o trabalho no mercado. Depois foi apanhado de surpresa com um ataque do seu capitão. João Moutinho, a figura maior da equipa, desejou ir embora e disse-o alto. Os adeptos assobiaram-no em Alvalade, mas o episódio acabou por ser bem gerido por treinador, dirigentes e jogador. Se depois de tudo isto João Moutinho se mantiver em Alvalade mas com um pouco menos de influência até talvez não seja um mau resultado para a crise de Verão.

Fonte: Mais Futebol

Link: http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.php?id=983627

Análise à Liga 08/09 – V.Setúbal

V.Setúbal – deixar as finanças à porta

É com os pés bem assentes no chão que o V. Setúbal parte para 2008/09. A segunda era Carvalhal foi brilhante, com a conquista histórica da Taça da Liga, e um memorável sexto lugar no campeonato. É certo que o clube tem muitos feitos na história, mas nunca as circunstâncias terão sido tão adversas. Por isso, a passagem para esta época tinha como prioridade encontrar um técnico à semelhança de Carlos Carvalhal: chegou Daúto Faquirá, ex-E. Amadora, com experiência em gerir orçamentos curtos.

Com passado muito interessante nos escalões mais baixos do futebol profissional, o treinador assinou por um histórico: é, sem dúvida, o maior desafio da sua carreira. Daúto tem por missão dar continuidade a uma equipa que fez um campeonato acima das expectativas e, muito importante, gerir o balneário de forma a que os problemas financeiros do clube não passem para o relvado. Algo por que já passou no anterior clube.

Carvalhal foi solução com sucesso total e, apesar de não ser exigido ao sucessor do agora treinador dos gregos do Asteras Tripolis o mesmo que este conseguiu, é imperioso que o V. Setúbal faça um campeonato tranquilo. Os seus dirigentes sabem isso melhor que ninguém, Faquirá quererá fazê-lo como prova de competência.

No campo, as saídas de jogadores influentes foram bem colmatadas. Daúto usou o 4×3x3 na maioria dos jogos com o E. Amadora e foi esse o sistema que deu certo no Vitória anterior. Com novo guarda-redes, a defesa manteve-se, excepção para o lado canhoto: Janício, Robson e Auri continuam, saíram Jorginho e Adalto; a base do bom meio-campo de 2007/08 (Ricardo Chaves, Sandro e Elias) faz parte do plantel e no ataque surgem novas, mas, à partida, boas opções. Se o técnico conseguir manter a chama que o Vitória de Carvalhal tinha, não é pela falta de talento que não terá sucesso.

CONCLUSÃO
Um treinador hábil com poucos recursos, a quem foram assegurados bons reforços para equilibrar algumas perdas importantes. O plantel dá algumas garantias para uma época sem sobressaltos, o principal objectivo no Bonfim. Os problemas financeiros estão blindados, na teoria, fora do balneário pela boa relação que Daúto constrói com os seus jogadores.

MAIS
O grande V. Setúbal de 2007/08 começou por ter quatro jogadores em destaque: Eduardo, Matheus, Cláudio Pitbull e Edinho. Nenhum deles continua no Bonfim. Os primeiros pertenciam ao Sp. Braga e regressaram ao clube; o terceiro podia ter vontade de ficar, mas a ligação ao F.C. Porto levou-o para a Roménia; o último, tal como Matheus, saiu a meio da época, para jogar no AEK. Com dificuldades em arranjar soluções que se ajustem ao orçamento, os sadinos voltaram-se para uma política de empréstimos: na baliza, Bruno Vale tenta relançar uma carreira que já o levou à Selecção; Saleiro foi revelação na Carlsberg Cup passada e tem escola leonina; Leandro Lima e Bruno Gama são duas promessas do F.C. Porto com muito futebol nos pés.

MENOS
Situação financeira. Evitar a todo o custo que os problemas de tesouraria do clube afectem a equipa. O Vitória já sofreu isso na pele no passado e as consequências no plano desportivo foram quase pela Liga abaixo. E as conquistas piscam o olho a investidores.

ESTRELA
Podia ser Bruno Moraes ou Leandro Lima. Mas a escolha recai em Mateus, médio brasileiro que acompanha Daúto na mudança para o Bonfim. Sobre Moraes paira a dúvida das lesões e Leandrinho ainda não produziu a sério na Liga. Já Mateus teve uma época de estreia em Portugal muito boa. Não foi à toa que os dirigentes do Estrela o esconderam com quatro compatriotas num hotel, até ser apresentado: era mesmo para estar bem escondido. Depois de Lucho, do F.C. Porto, Mateus foi quem mais golos construiu: nove assistências, menos uma que o argentino! Influente nas bolas paradas, este médio brasileiro tem tudo para dar continuidade ao bom futebol e aos números de 2007/08: até porque a companhia de Leandro Lima e Moraes deve ajudar.

Fonte: Mais Futebol

Link: http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.php?id=983626

Análise à Liga 08/09 – Rio Ave

Rio Ave – até quando dura a validade

A primeira evidência é que João Eusébio mexeu pouco no plantel que lhe valeu a subida. Geralmente é uma boa notícia, as surpresas costumam chegar das equipas que baseiam a sua estrutura no sucesso do ano da promoção. A má notícia é que o plantel do Rio Ave esconde poucos segredos: grande parte dos jogadores vem do ano da descida.

A formação de Vila do Conde encerra por isso um grande ponto de interrogação. Que cresce à medida das dúvidas que se levantam em torno de um plantel com prazo de validade próximo. Será muito provavelmente o plantel mais velho da Liga Sagres. Oito jogadores, por exemplo, estão acima dos 32 anos. Niquinha já atingiu mesmo os 36.

Mas há mais. César, Mora, Rogério Matias, Bruno Mendes, Gaspar, Evandro e Mateus estão todos muito próximos do final da carreira. Uma carreira que já pesará nas pernas, claro. A estes há acrescentar mais cinco atletas acima dos 28 anos e portanto na curva descendente: Márcio Paiva, Jorge Humberto, Bruno Novo, Delson e Semedo.

É certo que João Eusébio promoveu vários miúdos das camadas jovens e que até tem Alípio, um brasileiro de 16 anos de quem se dizem maravilhas. Mas a base da equipa está toda no lado dos veteranos. Vai valendo que a pré-época tem deixado boas indicações, seis vitórias (quatro pela margem mínima), um empate e duas derrotas.

CONCLUSÃO
Os primeiros sinais são animadores. A equipa manteve a estrutura da época anterior e tem apresentado resultados positivos nos jogos de preparação. A dúvida está no futuro. Até quando será possível manter o bom andamento num plantel com esta idade? Da capacidade de impor ritmos lentos sobre os jogos dependerá grande parte da resposta.

MAIS
André Carvalhas, claro. O miúdo que o Rio Ave conseguiu por empréstimo junto do Benfica é bom de bola. Tem futebol nas pernas, é irrequieto e é ambicioso. Para além disso, tem apenas 19 anos. Na equipa de João Eusébio, esse pormenor pode fazer toda a diferença. André Carvalhas será, ao lado de Vítor Gomes (20 anos), um dos poucos jovens com lugar na equipa titular. Ora sendo assim, promete emprestar à equipa a irreverência que poderá compensar a veterania de grande parte do plantel. Não foi fácil ganhar a corrida ao jovem promissor, mas valeu o esforço: promete ser uma mais-valia.

MENOS
Depois de não ter conseguido evitar a descida de divisão na estreia, João Eusébio falhou a subida no ano seguinte após uma longa caminhada na liderança e quase falhava a subida também no último ano. Um golo de Evandro nos instantes finais do jogo em Santa Maria da Feira permitiu fugir de novo insucesso, mas mesmo assim João Eusébio não tapou a imagem de perdedor nas fases decisivas. O Rio Ave de João Eusébio parece acusar a pressão. O próprio treinador parece acusar em demasia a pressão dos grandes momentos. Mesmo que tenha ao seu dispor um plantel experiente, maduro e vacinado.

ESTRELA
Não é fácil adivinhar quem pode ser a estrela do Rio Ave. Não é fácil, aliás, adivinhar que o Rio Ave possa ter uma estrela. A equipa de Vila do Conde parece valer pelo conjunto, à semelhança do que fez o ano passado. Até porque contratou pouco: Tarantini, Jorge Humberto, Bruno Novo e pouco mais. À excepção de André Carvalhas, são todos jogadores discretos da Liga Vitalis. Ora por isso as atenções voltam a recair em Evandro, um veterano de 34 anos que na última época foi decisivo na subida à Liga Sagres pelo golo que marcou na Feira. Para além disso foi o terceiro jogador mais utilizado de todo o campeonato e o melhor marcador da equipa: seis golos.

Fonte: Mais Futebol

Link: http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.php?id=983278

LIGA 08/09

JORNADA 1
Resultados
Rio Ave   1 - 1  Benfica
E. Amadora   1 - 0  Académica
V. Guimarães   1 - 1  V. Setúbal
Naval   1 - 0  Marítimo
Leixões   1 - 3  Nacional
Sporting   3 - 1  Trofense
FC Porto   2 - 0  Belenenses
P. Ferreira   0 - 2  Sp. Braga

Análise à Liga 08/09 – Benfica

Benfica – nova revolução à procura da felicidade

O Benfica repete alegre a aventura das mais recentes temporadas: construir uma equipa. Como projecto tem chegado para entusiasmar na pré-temporada. Mas conhecem-se os resultados finais. Será este ano? Muitos adeptos olharam para os dois últimos jogos de preparação com grande expectativa. Até ver razoavelmente exagerada, como o próprio treinador tem avisado.

O Benfica esforça-se por ser seguro na defesa, aposta num flanco direito conservador (Maxi e Ruben Amorim), uma forma de compensar as movimentações não raro demasiado amplas dos médios Yebda e Carlos Martins. Na frente, Cardozo garante golos e presença. Tem faltado Aimar e Reyes ainda agora chegou.

Como ponto de partida poderia ser pior. A defesa aparece mais segura do que no passado. O meio-campo possui força física e energia. O problema tem estado sobretudo na frente, onde a bola chega menos vezes do que se esperava. No campeonato, Quique terá de arriscar mais, assumir a responsabilidade de desequilibrar o adversário, sem perder as referências defensivas. Caso contrário sentirá dificuldades para criar oportunidades e ganhar. A um candidato não chega empatar.

Na defesa regressa David Luiz e chega Sidnei. E continua a haver Katsouranis, provavelmente o jogador mais útil do plantel. Pode não estar muito melhor, mas ninguém afirmará que o sector piorou.

No meio são legítimas as dúvidas sobre quem assumirá a posição «6». Yebda tem físico e vontade, falta-lhe talento, qualidade técnica e sentido do lugar. Também há Binya e Ruben Amorim, além de Katsouranis, seguramente a melhor solução se não for preciso atrás. Carlos Martins é a incógnita: será desta?

Na frente o Benfica comprou qualidade: Aimar e Reyes são de primeira. Balboa é que nem por isso e para Urreta está tudo a acontecer um pouco cedo de mais. A melhor notícia é mesmo a manutenção de Cardozo. Makukula e Nuno Gomes parecem contar pouco. De facto, vai faltando alguém com o perfil de Luís Garcia ou Miccoli. Ainda chegará?

CONCLUSÃO
O Benfica só vencerá o campeonato se este projecto de construção for excepcionalmente feliz (nada de lesões em jogadores-chave, castigos prolongados ou erros graves em clássicos) e/ou os adversários entrarem em crises inesperadas. De qualquer forma, se os «encarnados» não vencerem, mas chegarem ao fim perto do campeão e sem a necessidade de fazer uma «equipa nova» para 2009/10 já será positivo.

MAIS
Entre Rui Costa e Quique Flores a energia parece passar. Essa ligação entre as duas pessoas que mais percebem de futebol no clube é fundamental para garantir que o barco se aguenta nos dias de tempestade. Sim, porque todas as embarcações abanam ao longo de época. Importante é seguir e chegar ao fim. O treinador espanhol demorou tempo a decidir-se no relvado, mas na sala de imprensa esteve sempre muito bem, com um discurso coerente. Apesar de ter contratado muito, esta pré-época do Benfica foi bem menos agitada do que as últimas.

MENOS
A equipa vai entrar no campeonato com algumas questões aparentemente mal resolvidas: o posicionamento de Katsouranis, a colocação de Ruben Amorim na direita, a aposta em Urreta e sobretudo o espaço de Aimar. Nada que não se aperfeiçoe ao longo da época, se os resultados ganharem tempo.

ESTRELA
Quique Flores explicou com clareza o que pensa sobre Aimar: teve uma época difícil, é importante recuperá-lo fisicamente. Se o conseguir, acha o treinador, o génio acabará por surgir. Pode ser. O argentino chegou e colocaram-lhe sobre os ombros a responsabilidade de substituir Rui Costa. E está bem, trata-se de um futebolista experiente, de qualidade e com perfil para usar o «10». Nestes primeiros jogos, Aimar andou sempre perdido na sombra de Cardozo. Melhorou quando a equipa teve extremos (Balboa e Reyes, por exemplo), o que o aproximou dos dois médios centrais. Talvez seja esse o caminho para o ex-jogador do Saragoça. Descobrir o exacto papel de argentino ajudará a dar o tom à época do Benfica.

Link: http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.php?id=982559&div_id=1676

Análise à Liga 08/09 – Belenenses

Belenenses -sacudir a pressão de Jesus

A saída de Jorge Jesus marcou a transição do Belenenses 2007/08 para o desta época. Depois dos bons resultados do treinador português, o clube do Restelo escolheu Casemiro Mior, brasileiro que já tinha passado pelo Nacional da Madeira com um brilhante quarto lugar na primeira época, em 2003/04. Mas o novo homem do leme poderá ter vida complicada se lhe pedirem para igualar os feitos do antecessor.

Descoberto o técnico, o Belenenses teve de se mexer no mercado. Saíram pedras importantes: Rolando foi para o F.C. Porto, Ruben Amorim para o Benfica, Alvim transferiu-se para a Alemanha, Alcântara para o Cluj da Roménia. De repente, os lisboetas ficaram sem quatro jogadores que eram o suporte da equipa em termos defensivos. Teve de haver investimento e forte.

Para não falhar, os do Restelo contrataram 14 jogadores: dois portugueses, Sérgio Organista e China, um chileno, Alex von Schwedler, e os restantes brasileiros, alguns de clubes bem cotados. Mas a aposta é de risco. Jesus também descobriu vários futebolistas em países estranhos ao futebol português, mas teve sempre uma base. Mior não a tem e, por isso, terá de construí-la. Optou por «chamar» jogadores do Brasileirão, A e B, pois são campeonatos que conhece. Olhando a equipa vê-se isto: os dois centrais saíram, o lateral esquerdo também e Amorim, que com Jesus ora era trinco, ora médio interior, mudou-se para um rival. É por aqui que Mior vai ter de começar a construir o conjunto, mas a tarefa é difícil, para não dizer muito.

A pré-época provou isso mesmo, com resultados e exibições aquém do desejado, e sobretudo, a defesa ainda não é sólida. Assim que ultrapassar as dores de cabeça no sector mais recuado, Mior pode contar com duas certezas: Zé Pedro e Silas. Os dois médios jogam de olhos fechados e são garantias de bom futebol. Haja quem os acompanhe, sobretudo na frente, onde Roncatto recebeu a companhia de mais alguns compatriotas: esperam os adeptos que estejam à altura do já saudoso Weldon.

CONCLUSÃO
O plantel sofreu uma revolução no defeso e perdeu grande parte da espinha dorsal. Manter a fasquia de tentar chegar à Europa, numa altura em que se tenta reconstruir a equipa, poderá ser de mais para um novo ano zero.

MAIS
Experiência de Mior. O treinador do Belenenses já não é um desconhecido do futebol português. Na primeira passagem teve a missão de substituir um técnico querido no Nacional, José Peseiro. Também nessa altura, Mior pegou numa equipa que perdera algumas peças influentes. Mas o treinador brasileiro fez o mesmo que está a realizar no Belenenses. Foi ao mercado que conhece buscar reforços, com nomes que ficaram no clube durante bastante tempo (Cardozo, Cléber, Ávalos). A mesma estratégia pode resultar no Belenenses.

MENOS
Herança de Jesus. Por alguma coisa as referências defensivas saíram: deram conta do recado! Rolando, Alcântara, Alvim e o muitas vezes trinco Amorim eram titulares com Jorge Jesus. Esses já não moram no Restelo e a sua ausência poderá ser herança de peso. Mas a saída do técnico não vai ser fácil de gerir se os resultados não aparecerem cedo. Jesus devolveu o clube a um patamar de onde o Belenenses andava longe há anos, foi a uma final da Taça e terminou nos lugares de cima na Liga. Fazer igual é extremamente difícil e a pressão para igualar os feitos pode ser fatal.

ESTRELA
Zé Pedro. Vai na quinta temporada no Restelo e continua a ser pedra fundamental. Se nunca viu Zé Pedro jogar fique-se com isto: em 13 futebolistas que estiveram nos 30 jogos da Liga passada, o médio do Belenenses estava lá; foi também o 10º goleador do campeonato, com nove golos, o que fizeram dele, a par de Quaresma, Jorge Ribeiro e João Paulo (Leiria) um dos melhores marcadores portugueses. Nada mau para um médio. Há mais: foi o sétimo melhor nas assistências para golo. O futebol do Belenenses tem de passar pelos pés deste inteligente médio.

Link: http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.php?id=982557&div_id=1676

Análise à Liga 08/09 – Académica

Académica -fazer mais com menos

José Eduardo Simões avisou, na tomada de posse, já próxima do final da última época, que o orçamento iria ser reduzido. Não disse em quanto, mas os números revelados agora permitem perceber que a Briosa terá menos 250 mil euros para gastar, passando a ter um bolo de 3,5 milhões de euros. O desafio passa por tentar melhorar o 12º lugar da última época com menos recursos. Uma tarefa que não se avizinha fácil, mas não há, aparentemente, motivos para esperar pior.

O plantel, muitas vezes apelidado de inexperiente ao longo da temporada transacta, ganhou maturidade e com o recurso ao satélite Tourizense passou a dispor de mais soluções e qualidade. Não andará longe da verdade, embora na frente haja ainda espaço para um ponta-de-lança mais tarimbado, para quando for preciso optar por um plano B, sobretudo em casa. Edgar e Joeano não deixaram saudades, mas ter apenas Garcés e dois avançados imberbes como Éder, que veio justamente de Touriz, e o regressado Vouho (esteve emprestado ao Portimonense) como referências de área parece curto.

O último defeso revelou uma Académica diferente na gestão dos efectivos, com uma diminuição substancial no número de jogadores emprestados, que passaram de cinco para apenas um, e os estudantes a assumirem agora o papel inverso: Vítor Vinha foi cedido ao E. Amadora, Ricardo ao U. Leiria e Fofana ao Santa Clara. A época de despesismo parece ter acabado e em vez de gastar nas contratações, desfazendo-se depois de algumas a custo zero, o clube até fez bons negócios, com a venda de Kaká ao Hertha por cerca de um milhão de euros ou o empréstimo de Paulo Sérgio ao Al Ittifaq, da Arábia Saudita.

Do pouco que se viu na pré-época (oito jogos), fica apenas uma derrota, diante do Santa Clara, mas no único jogo com uma equipa do mesmo escalão, o Nacional, o nulo prevaleceu.

CONCLUSÃO
O objectivo é realizar uma época tranquila. Os «estudantes» movimentaram-se no mercado no sentido de colmatar as saídas e terão conseguido fazê-lo de forma acertada. Os jogadores estão identificados com as ideias do treinador e há condições para que os objectivos sejam alcançados. Mas a luta deverá ser terrível.

MAIS
Poucas mudanças. Saíram Kaká, o patrão da defesa, e Luís Aguiar e, no mais, a Académica manterá a estrutura da última época. Qualquer das baixas foi colmatada com reforços de qualidade semelhante, provenientes da América do Sul e apenas com o inconveniente de terem de passar pelo natural período de adaptação: Luiz Nunes, de currículo apreciável (campeão na Argentina pelo River Plate e no Uruguai, ao serviço do Peñarol) e Carlos Aguiar, o irmão mais velho do agora jogador do Sp. Braga e classificado pelo próprio como ainda mais completo e experiente. A continuidade de Domingos e o facto de a equipa já estar rotinada no esquema 4×1x3×2 facilita a transição, num onze que só deverá registar, no máximo, quatro novidades.

MENOS
É ainda cedo para tirar conclusões, mas aquela que terá sido a aquisição mais sonante para esta época, o polaco Madej, não confirmou, até agora, o rótulo que trouxe do seu país. Está ligado a uma estória envolvendo Domingos, quando ainda era jogador: o pequeno Lukasz, na altura (1994), apanha-bolas no Lodz, o seu clube de sempre, gostava tanto do ponta-de-lança do F.C. Porto que lhe pediu um autógrafo quando os portistas lá jogaram, para a Taça das Taças. O agora técnico avisou logo, em tom de brincadeira, que o episódio não lhe iria conceder qualquer favorecimento, mas está visto que terá de haver muita paciência para esperar pelo despontar deste internacional polaco de 26 anos.

ESTRELA
Melhor marcador dos estudantes da época transacta, com nove golos, Lito parece pronto para mais uma grande época, pese os seus 33 anos. Exemplo de profissionalismo e vida regrada, só assim se explica a longevidade do avançado cabo-verdiano, um dos mais utilizados na última temporada, com 27 jogos.

Link: http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.php?id=982556&div_id=1676

Análise à Liga 08/09 – E.Amadora

E.Amadora – novo comandante e mais um ciclo renovado

Habituado a um «sobe e desce» frequente entre as duas primeiras divisões do futebol português, o Estrela da Amadora prepara-se para a quarta época consecutiva no escalão maior. Na temporada que agora se inicia o objectivo é, como não podia deixar de ser, a manutenção.

As dificuldades financeiras obrigam a que, ano após ano, o plantel sofra várias modificações. Os reforços chegam sobretudo dos escalões inferiores, ou então da lista de dispensas dos principais clubes. Sem grandes nomes no plantel, é a força do colectivo que tem prevalecido na Reboleira. O ciclo renova-se anualmente e desta vez está entregue a Lito Vidigal, que na estreia como técnico no principal escalão tem uma difícil herança para gerir.

O ex-treinador do Ribeirão tem poucos ovos para fazer uma boa omoleta, e tem de esperar ainda que as dificuldades financeiras do clube não afectem a estabilidade do balneário, condição essencial para que os objectivos sejam atingidos. Mesmo assim, o ingresso de um futebolista experiente como Vidigal, irmão do técnico, antigo internacional e um poço de força no meio-campo, bem com a desejada contratação de Varela para o ataque, podem ser os dínamos necessários para chegar ao fim de mais uma liga no limite.

CONCLUSÃO
Um plantel inexperiente e desequilibrado, um treinador ainda a dar os primeiros passos na carreira e não só. Os prognósticos de mais uma temporada complicada, depois das ameaças de greve por falta de pagamento de salários ao longo da última, colocam ainda mais obstáculos no caminho já provavelmente atribulado dos «tricolores». A temporada promete ser difícil.

MAIS
A inexperiência do plantel também pode ter um lado positivo. Lito Vidigal tem à sua disposição alguns jogadores formados nos ditos «grandes» e que procuram conquistar o seu espaço no primeiro plano do futebol luso. Nuno André, Celestino, Vitor Vinha, Fernando Alexandre e Monteiro são alguns dos nomes que esperam dar nas vistas num palco que já foi rampa de lançamento para outras figuras. Alguns deles são presença habitual nas selecções mais jovens de Portugal. Lito Vidigal, ele próprio, é um técnico jovem, que tem a ambição própria de quem está a iniciar uma nova etapa.

MENOS
Nas últimas duas épocas a principal figura do Estrela da Amadora foi Daúto Faquirá. O agora treinador do Vitória de Setúbal conseguiu fazer na Reboleira um trabalho difícil de igualar. Os problemas financeiros deram-lhe plantéis limitados e algumas dores de cabeça (ordenados em atraso), mas os objectivos foram alcançados. Daúto fez verdadeiros milagres, tendo em conta aquilo de que dispunha. Lito Vidigal tem uma tarefa árdua em mãos, depois de ter deixado saudade no Ribeirão, clube que quase promovia ao segundo escalão. Verdade seja dita, a aposta do presidente António Oliveira foi coerente com aquilo que tinha sido a escolha do antecessor.

ESTRELA Celsinho chega à Reboleira emprestado pelo Sporting e tem condições para se tornar a principal alma deste Estrela da Amadora. Em Alvalade estava tapado por outras figuras, ainda que Paulo Bento acredite no potencial deste jovem brasileiro, mas a Reboleira parece ser um bom palco para soltar a criatividade, até pelos indicadores deixados na pré-época. Os «tricolores» costumam ter como principais armas o elevado rigor táctico e a entrega dos atletas, mas costuma faltar sempre alguma «magia» no último terço do terreno. Celsinho pode dar esse toque.

Link: http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.php?id=982560&div_id=1676

Análise à Liga 08/09 – Leixões

Leixões – um teste ao sofrimento

A época de regresso à Liga foi sofrida até ao fim. Só um golo do União de Leiria muito perto do último apito, frente ao P. Ferreira, evitou a descida de divisão, aliás. Os adeptos do Leixões estão por isso habituados a sofrer. Pela amostra da pré-época, este ano terá tudo para ser mais um duro teste à resistência do carácter sofredor das gentes do Mar.

Teoricamente, a equipa está mais forte. Perdeu três habituais titulares (Ezequias, Filipe Oliveira e Paulo Machado) mas reforçou-se bem: Vasco Fernandes, Sandro, Brandon, Chumbinho, Zé Manuel e Wesley, entre outros. Sobretudo Wesley promete ser uma mais-valia clara em relação à última época, pelo que joga e pelos golos que marca.

Apesar disso, e até agora, o Leixões tem dado razões para os adeptos andarem nervosos. Sete derrotas e apenas duas vitórias, 21 golos sofridos contra apenas seis marcados. Decididamente, José Mota ainda não conseguiu colocar a coisa a funcionar. Ora, numa altura em que a Liga Sagres está prestes a arrancar, o Leixões está sem tempo.

Nem tudo é mau, é certo. Wesley e Brandon acabaram de chegar e com eles a equipa só tem a ganhar. Convém é que comece a ganhar rapidamente. Caso contrário poderá tornar-se difícil dar a curva na tendência que se acentua. Até porque lá atrás está tudo mal, obrigado. Uma média de três golos sofridos por jogo não augura nada de bom.

CONCLUSÃO
Apesar de na teoria se ter reforçado bem, o Leixões surge com uma imagem demasiado frágil. Até porque mudou muita coisa e ainda não conseguiu criar uma filosofia de equipa. Adivinha-se por isso mais um ano de sofrimento até ao fim. Da capacidade de sofrer, aliás, resultará muito do sucesso ou insucesso da época. Como sempre.

MAIS
A história de Vítor Oliveira e do Leixões encerra uma ligação de laços fortes. Ou não fossem ambos filhos de Matosinhos. O novo director-desportivo tem por isso tudo para trazer à equipa a tranquilidade de trabalho que lhe faltou na última época. Perante uma das massas adeptas mais exigentes do país, o plantel do ano passado viveu sempre com dois pesos aos ombros: a colagem ao F.C. Porto e a falta de um homem que mandasse no futebol do clube. Carlos Oliveira assumiu esse papel, mas os adeptos não perdoaram a ignorância do presidente, confessada pelo próprio (nunca tinha visto um jogo de futebol antes de assumir a SAD leixonense). Com Vítor Oliveira há pelo menos paz.

MENOS
José Mota já conseguiu pequenos milagres: com equipas de orçamento reduzido, alcançou objectivos quase utópicos. Chegou, por exemplo, a uma Taça UEFA. Mas isso foi em Paços de Ferreira. Na única experiência que teve fora da Mata Real, no Santa Clara, dos Açores, fracassou redondamente. Por isso começa a colar-se ao treinador o estigma pacense. Há casos assim: treinadores, ou jogadores, que só conseguem funcionar num local muito específico. A ligação de Mota ao Paços é evidente. É um homem da terra, foi jogador do clube, lançou-se como treinador também ali. Há uma relação entre ambos difícil de contornar. Cabe a Mota ultrapassar essa imagem.

ESTRELA
Wesley parece não saber jogar mal. Pelo menos não se lhe conhecem épocas falhadas em Portugal. Até mesmo no ano em que desceu de divisão com o V. Guimarães, foi dos menos maus da equipa. Em Penafiel suscitou a cobiça do Alavés, da liga espanhola, e, de volta, revolucionou Paços de Ferreira . Chegou com a época já em andamento, entrou de imediato na equipa e no final posicionou-se como um dos melhores marcadores da Liga: onze golos que alimentaram a esperança de permanência até final, confirmada via Apito Final. Este ano tem tudo para ser a estrela do Leixões. Pelo meio espera-se que possa transformar a fraca capacidade da equipa para marcar golos, revelada na última temporada.

Link: http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.php?id=982903&div_id=1676

Análise à Liga 08/09 – Marítimo

Maritímo – a mesma filosofia para sonhar alto com a Europa

O Marítimo está de volta as competições europeias, mas a ambição não fica por aqui. O presidente Carlos Pereira, na apresentação da equipa, assumiu mesmo o sonho de ver o clube na Liga dos Campeões. Uma fasquia porventura demasiado alta, mas que pode motivar a equipa para uma época nos lugares cimeiros. A ideia será, acima de tudo, alimentar o hábito de terminar a época em tais posições.

Sebastião Lazaroni fez um bom trabalho nos Barreiros mas acabou por sair, e pela porta pequena, depois de as negociações com vista à renovação terem acabado de forma abrupta e com desentendimentos à mistura. Ainda assim Carlos Pereira terá gostado da experiência, já que o perfil do substituto é idêntico. Lori Sandri, embora com um currículo mais discreto, também é brasileiro e teve igualmente passagens pelo futebol árabe e pelo Japão. A ideia dos dirigentes deve passar por manter a filosofia da época passada e o novo técnico terá entendido a mensagem, uma vez que as bases de jogo devem ser as mesmas.

CONCLUSÃO
A equipa perdeu unidades importantes na defesa e no ataque, e é necessário que se adapte às ideias de um treinador novo. Mesmo assim, parte da espinha dorsal ficou e a qualidade persiste. Não surpreenderá se os madeirenses voltem a lutar por um lugar europeu e cheguem ao final com a missão cumprida.

MAIS
Entre os reforços contratados pelo Marítimo estão vários ex-benfiquistas. Miguelito já esteve no Sp. Braga entretanto (clube ao qual foi contratado), mas Paulo Jorge e Manú foram cedidos pelo emblema da Luz. João Coimbra está na mesma situação, mas são os outros três elementos que deixam maior expectativa nos adeptos verde-rubros. As últimas épocas de Miguelito foram irregulares, mas o esquerdino regressa agora à Madeira, o último palco onde esteve em grande plano, mas com a camisola do Nacional. Paulo Jorge e Manú, depois de passagens pelo estrangeiro, também procuram recuperar a confiança perdida. Os dois extremos podem assumir-se como peças importantes no esquema de Lori Sandri, que deve apostar num ataque móvel e rápido, à imagem do seu antecessor.

MENOS Sebastião Lazaroni conseguiu que o Marítimo regressasse às competições europeias, mas não ficou no clube. Lori Sandri também tem um bom currículo, mas não será fácil igualar o registo do compatriota. E é bom não esquecer que Lazaroni não foi o único a sair. Na defesa saíram três titulares: Ricardo Esteves, Ediglê e Evaldo. O ataque perdeu Mossoró, Fábio Felício e Kanu. Apenas o sector intermediário apresenta alguma continuidade, e isso pode condicionar a performance da equipa de Lori Sandri.

ESTRELA Bruno já conta com 34 anos, mas essa experiência, aliada à garra que coloca em campo e a precisão de passe fazem dele a figura do clube. Nem uma passagem pelo rival Nacional lhe retirou prestígio nos Barreiros.
Se a sua influência na equipa já era considerável, ou não fosse ele o capitão, este ano pode ser ainda mais, já que o sector onde actua é aquele que apresenta maior estabilidade, no que diz respeito à entrada de elementos novos. Vai ser um importante aliado do técnico dentro de campo, para «segurar as pontas».

Link: http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.php?id=982904&div_id=1676

Análise à Liga 08/09 – Nacional

Nacional – regresso ao passado para recuperar fórmula de sucesso

O Nacional encara a próxima época com os olhos postos nas competições europeias. O presidente Rui Alves é o primeiro a centrar-se nesse objectivo e, por isso, decidiu promover o regresso de Manuel Machado, o último treinador a colocar o emblema insular na UEFA.

A maioria dos reforços chega do Brasil, como já é habitual, e são perfeitos desconhecidos, mas o nevoeiro da Choupana costuma trazer algumas revelações. A estes somam-se ainda dois croatas e um sérvio, mercado a que Rui Alves também recorreu esta época.

A qualidade da equipa vai permanecer uma incógnita até estarem cumpridas as primeiras jornadas, mas o Nacional é conhecido por ser uma equipa forte, sobretudo em casa. Os «grandes» costumam passar por aflições na Choupana e este ano não será excepção, mas mais do que roubar pontos a F.C. Porto, Sporting ou Benfica, a equipa insular vai tentar manter os olhos na Europa.

CONCLUSÃOManuel Machado regressou a uma casa onde conheceu momentos felizes, mas tem logo como primeira missão restituir à defesa a coesão, depois da saída de muitos jogadores importantes. Mais uma vez o mercado brasileiro foi o escolhido para reforçar a equipa, um método que tem dado frutos na Choupana, mas há muitos pontos de interrogação ainda. A Europa pode ser um objectivo demasiado longínquo de alcançar já esta época.

MAIS Patacas vai cumprir a sétima época na Choupana, mas pode muito bem ser o reforço mais importante do clube para a próxima época. O lateral-direito esteve com pé e meio no CSKA de Sófia, mas continua como capitão do emblema madeirense. Chegou mesmo a estar na Bulgária, mas o negócio não se consumou e acabou por regressar à ilha, entre lágrimas. Pelo meio houve ainda a possibilidade de rumar ao Leixões, também abortada.

MENOS Um dos elogios que era feito com maior frequência ao Nacional, até por treinadores adversários, era a coesão do sector defensivo. O cenário alterou-se. Diego Benaglio e Ávalos foram para a Alemanha, Fernando Cardozo rumou ao rival e Ricardo Fernandes foi jogar para José Peseiro na Roménia. Patacas e Alonso continuam, é certo; Bracalli já mostrou qualidade, mas ainda assim vai haver mexidas no eixo do sector e a garantia de qualidade não é a mesma.

ESTRELA Rafael Bastos. Com tantos jogadores desconhecidos não é fácil identificar aquela que poderá ser a figura mais influente do Nacional, na próxima época. Rafael Bastos acaba por receber a distinção sobretudo pelas boas indicações deixadas na recta final do campeonato da época passada, com a camisola do Belenenses. O jovem médio brasileiro demorou a encontrar o seu espaço no Restelo, mas nos últimos jogos esteve em bom plano e deixou água na boca. Jorge Jesus ainda terá pensado em levá-lo para Braga, mas foi o Nacional que o acabou por contratar ao Cruzeiro, clube que detinha o passe. Sem Juliano Spadacio, agora na Roménia, este pode ser o novo playmaker.

Link: http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.php?id=982905&div_id=1676

Publicado em Análise. Tags: . 1 Comentário »

Análise à Liga 08/09 – Porto

FC Porto - o tabu Quaresma e mais algumas questões

Estará o F.C. Porto mais forte esta época? A pergunta pressupõe uma outra: com Quaresma ou sem? O campeão arrancou sem saber se quer contar com um dos jogadores mais influentes do tri e isso para já está a fazer alguma diferença. Isso e mais três ou quatro questões.

Ao contrário da época passada, agora as caras novas chegam e jogam. Talvez um pouco até de mais. Por exemplo na defesa. Bosingwa foi embora, chegou Sapunaru, que é bem diferente. Mais alto, bom de cabeça, menos ofensivo, um pouco tímido até. Chegou Benítez, Fucile foi para o «banco». Assim de repente, Jesualdo tem metade da defesa nova. Pode nem ser um problema, mas até ver são legítimas as dúvidas.

No meio-campo ficaram a intensidade e o génio, Raul Meireles e Lucho. Saiu quem suportava tudo aquilo, Paulo Assunção. O brasileiro jogava a posição mais importante de uma equipa de futebol. No fundo, era ele quem segurava o manual da máquina. Em caso de dúvida era a ele que todos recorriam. Há pessoas assim: só quando partem percebemos exactamente o espaço que ocupavam e a importância que tinham.

Claro que é ainda mais substituir alguém se não houver propriamente um substituto. Guarín anda a jogar por ali, mas é evidente que a vocação do colombiano é outra. No passado, o meio-campo vivia das movimentações de Lucho e Raul Meireles, que sabiam sempre que as costas estavam guardadas. Guarín é também ele um sonhador, fascinado pela bola e atraído pela baliza adversária. Introduzir o colombiano no meio-campo, sem violentar a sua natureza poderá contribuir para tornar o sector ainda mais forte. Afinal, o adversário teria de contar com mais um jogador que chega à sua área. Mas isso obriga a repensar todas as rotinas e pedir a Raul e Lucho que também passem pela posição «6» em alguns momentos do jogo. Enfim, é um desafio, algo que está por fazer.

Na frente, o enigma Quaresma. Com ele, Lisandro e Rodríguez o F.C. Porto terá a linha avançada mais forte da Liga. Com Mariano, Tarik ou Hulk será outra coisa. Menos boa, claro. A equipa continua também a precisar de uma alternativa sólida a Lisandro. Farías é um finalizador, falta um «homem grande», que jogue bem de cabeça.

CONCLUSÃO
Não é seguro que o F.C. Porto esteja melhor. Mas é legítimo esperar que seja tão forte como na época passada. No entanto, a participação de diversos futebolistas contratados aumenta a zona cinzenta, os «ses», permite dúvidas e atrai erros (viu-se na Supertaça). No futebol compra-se quase tudo, menos rotina. Isso só o tempo e o treino podem oferecer.

MAIS
As duas figuras da época passada mantiveram-se. Lucho e Lisandro estão lá. O treinador também é o mesmo, a estrutura não abanou apesar das dificuldades para convencer a UEFA de que podia participar na Liga dos Campeões. O sistema de jogo também permanece igual, pelo que não há grandes motivos para uma falsa partida. Isto apesar do que se viu o Algarve, com o Sporting. Mas em 2007/08 também foi assim e viu-se o resultado no fim.

MENOS
O F.C. Porto foi incapaz de responder a esta pergunta nas primeiras semanas da época e por isso chegou mais frágil ao primeiro jogo oficial. E perdeu uma Supertaça. Se Quaresma for vendido, o campeão somará a Paulo Assunção e Bosingwa uma terceira saída de peso. Se ficar e jogar ao seu nível isso aumentará imediatamente a percentagem de possibilidades de o campeão renovar o título. Se ficar e jogar só de vez em quando será mau para jogador e clube. Seja qual for a solução, chegará tarde de mais para salvar a Supertaça. Os efeitos no campeonato poderão surgir mais tarde.

ESTRELA

O uruguaio Cristián Rodríguez trocou a Luz pelo Dragão e tem tudo para ser uma das figuras maiores do campeonato. Promete formar com Lucho e Lisandro uma ligação fortíssima, capaz de acrescentar velocidade e golos à linha de ataque portista.

Link: http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.php?id=982900&div_id=1304

  • RSS Jogos em Directo

    • Ocorreu um erro. é provável que o feed esteja indisponível. Tente mais tarde.
  • Crónicas

  • Crónica #1 - Experiências e mais experiências
  • Crónica #2 - Formação na luz para que?

  • Crónica #3 - Uma mentira repetida muitas vezes

  • Últimas

  • Opinião



  • 24 Agosto
    Rio Ave 1-1 Benfica
    1ªJornada

    31 Agosto
    Benfica 1-1 Porto
    2ªJornada

    21 Setembro
    P.Ferreira 2-3 Benfica
    3ªJornada

    28 Setembro
    Benfica 2-0 Sporting
    4ªJornada

    5 Outubro
    Leixões - Benfica
    5ªJornada

    26 Outubro
    Benfica - Naval
    6ªJornada

    2 Novembro
    Guimarães - Benfica
    7ªJornada

    16 Novembro
    Benfica - E.Amadora
    8ªJornada

    23 Novembro
    Académica - Benfica
    9ªJornada

    30 Novembro
    Benfica - Setúbal
    10ªJornada

    7 Dezembro
    Marítimo - Benfica
    11ªJornada

    21 Dezembro
    Benfica - Nacional
    12ªJornada

    4 Janeiro
    Trofense - Benfica
    13ªJornada

    11 Janeiro
    Benfica - Braga
    14ªJornada

    25 Janeiro
    Belenenses - Benfica
    15ªJornada

    1 Fevereiro
    Benfica - Rio Ave
    16ªJornada

    8 Fevereiro
    Porto - Benfica
    17ªJornada

    15 Fevereiro
    Benfica - P.Ferreira
    18ªJornada

    22 Fevereiro
    Sporting - Benfica
    19ªJornada

    1 Março
    Benfica - Leixões
    20ªJornada

    8 Março
    Naval - Benfica
    21ªJornada

    15 Março
    Benfica - Guimarães
    22ªJornada

    5 Abril
    E.Amadora - Benfica
    23ªJornada

    11 Abril
    Benfica - Académica
    24ªJornada

    19 Abril
    Setúbal - Benfica
    25ªJornada

    26 Abri
    Benfica - Marítimo
    26ªJornada

    3 Maio
    Nacional - Benfica
    27ªJornada

    10 Maio
    Benfica - Trofense
    28ªJornada

    17 Maio
    Braga - Benfica
    29ªJornada

    24 Maio
    Benfica - Belenenses
    30ªJornada







  • Blog Stats

  • Optimizado para Firefox Criação: 26 Maio 08
  • Arquivo